Quarenta Por Vinte

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Intensidade do Treino vs Jogo @ Pedro Pipa



A diferença entre a intensidade dos jogos, o "tradicional colectivo" em treino simulando o jogo e o treino em campo reduzido.

Segundo um estudo, realizado no Brasil, chegou-se à conclusão que fisiologicamente o "tradicional colectivo" não proporciona ao jogador o mesmo tipo de esforço que um jogo oficial acarreta ao contrário do treino em campo reduzido que segundo esse mesmo estudo gera um esforço muito semelhante ao jogo oficial.

Aqui vos deixo esse interessante artigo científico.
(Está, obviamente em Português do Brasil)


Intensidade de sessões de treinamento e jogos oficiais de futebol


Resumo

O objetivo desse estudo foi identificar e comparar a IE de duas sessões de treinamento (coletivo e campo reduzido) com a IE de jogos de uma competição oficial de futebol. A freqüência cardíaca (FC) de oito atletas juvenis, pertencentes a um clube da primeira divisão do futebol brasileiro, foi medida e registrada durante duas sessões de treinamento (coletivo e campo reduzido) e durante seis jogos de uma competição oficial. A IE registrada nos jogos da competição oficial (166 + 3 bpm e 84 + 1,3 %FCmáx) foi maior em comparação com a IE registrada durante o treinamento coletivo (150 + 3 bpm e 75 + 1,8 %FCmáx). Não houve diferença entre a IE dos jogos da competição oficial e a IE do treinamento em campo reduzido (157 + 5 bpm e 79 + 2,6 %FCmáx). A semelhança entre as IEs do treinamento em campo reduzido e dos jogos oficiais registradas no presente estudo sugere que esta atividade pode ser utilizada como um estímulo específico de treinamento aeróbico para o futebol.


FREQUÊNCIA CARDÍACA EM JOGO OFICIAL


FREQUÊNCIA CARDÍACA EM JOGO REDUZIDO


FREQUÊNCIA CARDÍACA NO TRADICIONAL COLECTIVO


Discussão

Identificou-se no presente estudo que a IE, representada como bpm e %FCmáx, foi menor em jogos coletivos de futebol, freqüentemente utilizados para treinamentos, em comparação com jogos oficiais desta modalidade. Já o treinamento em campo reduzido produziu valores de FC semelhantes aos valores de FC dos jogos oficias. Essa característicase manteve quando os valores de FC foram apresentados em bpm ou %FCmáx. A partir dos resultados obtidos pôde-se identificarque as sessões de treinamento avaliadas foram realizadas em uma IE intermediária (70-85 %FCmáx) para atletas de futebol (COELHO, 2005; HELGERUDet al., 2001), e consideradas como alta para indivíduos saudáveis (ACSM, 1998). Entretanto, HOFF et al. (2002) registraram uma IE de 91,3 %FCmáx em um jogo em campo reduzido com duas equipes compostas por cinco jogadores cada e com constante reposição de bola. É possível que a menor IE encontrada no presente estudo seja devido ao maior número de atletas em cada equipe em comparação com HOFF et al. (2002). Com isso, os jogadores teriam uma menor participação efetiva no jogo, o que diminuiria a IE realizada por cada atleta.

Esse fato foi descrito por SASSI, REILLY e IMPELLIZZERI (2004), que registraram uma maior IE no treino com equipes compostas por quatro jogadores em comparação com o treino com equipes compostas por oito jogadores. Além de HOFF et al. (2002), outros estudos investigaram a IE de jogos de futebol em campo reduzido. CAPRANICA et al. (2001) identificaram a IE realizada por jogadores de futebol de 11 anos de idade, enquanto MILES et al. (1993) registraram a IE em um jogo feminino com quatro jogadoras.No entanto, a IE avaliada nos dois estudos citados foi apresentada em valores absolutos de FC e não valores relativos de %FCmáx, como recomendado (KARVONEN & VUORIMAA, 1988), dificultando a comparação com o presente estudo. Os resultados do presente estudo diferem do estudo de ENISELER (2005), que encontrou valores de FC menores em treinamentos em campo reduzido (135 ± 28 bpm) em comparação com jogos oficiais (157 ± 19 bpm). Essa diferença pode ser devido ao fato de que ENISELER (2005) utilizou 11jogadores em cada equipe, ao contrário do presente estudo que utilizou oito jogadores. 
Como demonstrado por SASSI, REILLY e IMPELLIZZERI (2004), um número maior de atletas nos jogos em campo reduzido faz com que a IE do treinamento diminua. Além disso, a IE registrada por ENISELER (2005) no treinamento em campo reduzido (135 ±28 bpm) foi menor em comparação com o presente estudo (157 ± 5 bpm e 79 ± 2,6 %FCmáx). No entanto, essa comparação torna-se difícil já que ENISELER (2005) também não apresentou osresultados em valores relativizados como %FCmáx, As linhas escuras no eixo X sob a linha de FC representam a duração de cada fase e a FC média durante cada uma das cinco fases do treinamento em que o atleta participou é apresentada sobre as mesmas.

COELHO, D.B. et al.o que seria mais adequado (KARVONEN & VUORIMAA,1988).De acordo com BARBANTI, TRICOLI e UGRINOWITSCH (2004), seria interessante para o desempenho em uma modalidade esportiva, que a IE do treinamento fosse similar ou maior do que aquela imposta nas situações de competição. Portanto, a semelhança entre as IEs do treinamento em campo reduzido e dos jogos oficiais registradas no presente estudo sugere que um estímulo específico de treinamento aeróbico para essa modalidade foi alcançado nesta atividade. Já ESTEVELANAO, FOSTER, SEILER e LUCIA (2007) não identificaram que as altas intensidades fossem fatores determinantes no aumento do rendimento de corredores espanhóis de meio-fundo, ao monitorar grupos que treinaram com programas com intensidades diferentes por um longo tempo (cinco meses). Deve-se considerar a diferença entre as especificidades da modalidade avaliada no presente estudo, classificada como intermitente de altaintensidade relativo também a fatores como força e velocidade determinantes, e as corridas. Tendo sido identificado que a IE dos treinamentos em campo reduzido representada em valores absolutos e relativizados não foi diferente da IE de jogos oficiais, supõe-se como implicação deste achado, que estas atividades podem representar um estímulo de treinamento aeróbio semelhante (HOFF et al., 2002) ou, às vezes, até mais intenso e específico para o futebol em comparação com outros tipos de treinamentos, como o treinamento aeróbico intervalado (SASSI, REILLY & IMPELLIZZERI, 2004). Pode-se sugerir também que jogos em campo reduzido podem substituir em parte este tipo de treinamento, com o objetivo de manter o condicionamento físico durante a temporada competitiva (REILLY & WHITE, 2004). 
Já o treinamento coletivo produziu uma IE menor em comparação com os jogos oficiais. Mesmo essa sendo uma atividade comumente utilizada nos treinamentos e de grande valor para o aperfeiçoamento técnico e tático dos jogadores, pode não representar um estímulo tão eficiente no aperfeiçoamento e manutenção da capacidade aeróbia.
Autores:
Daniel Barbosa COELHO; Vinícius de Matos RODRIGUES, Luciano Antonacci CONDESSA, Lucas de Ávila Carvalho Fleury MORTIMER, Danusa Dias SOARES, Emerson SILAMI-GARCIA


Este artigo é só mais uma prova sobre o quão é fundamental treinar em campo reduzido, tanto o ano passado no Instituto D.João V como este ano no U.D.Leiria, os jogos em campo reduzido são parte dominante nos treinos, seja para treinar táctico, técnico ou qualquer outro aspecto. E vocês? Usam muito os jogos em campo reduzido?

Pedro Pipa

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

5x4 Ataque @ Nuno Dias


Ataque 5x4.


Um Modelo de Jogo bem definido prevê o maior número possível de situações que podem ocorrer num jogo. E o 5x4 é um exemplo disso…
As situações de 5x4 (Gr. avançado), são cada vez mais frequentes, É claramente uma situação de risco, assumida pela equipa técnica!

É unânime que deverão existir movimentos pré determinados para esta situação, de forma que, quanto menos um jogador tiver de improvisar, melhor será a sua tomada de decisão para o sucesso.

Nuno dias

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A importância da Observação de Adversários na planificação do microciclo @ Rogério Serrador


No contexto actual, e visando sobretudo o aumento das possibilidades de se ser mais forte que o nosso opositor, é absolutamente crucial o trabalho de observação a esse mesmo adversário.
Será a observação prévia e atempada, que nos fará decidir da melhor maneira a estratégia a delinear para uma determinada partida. Sem o conhecimento necessário da equipa que vamos defrontar, qualquer tipo de plano que tenhamos para o jogo será sempre um "tiro no escuro".
Também ao nível do microciclo, é fundamental o conhecimento detalhado que possamos ter do nosso opositor. Nas unidades de treino desse microciclo, o treinador terá o cuidado de prepara a sua equipa por forma a potencia-la, no sentido de explorar os pontos mais fracos do seu adversário. Por outro lado, e no mesmo sentido, será também em treino trabalhada a estratégia para "reduzir" ou tentar "controlar" os pontos mais fortes desse mesmo adversário.
Assim sendo, no meu ponto de vista, torna-se impossível planificar um microciclo em período competitivo, sem uma cuidada observação da equipa que vamos defrontar.
Deixo-vos aqui um Power Point que apresentei nas Jornadas Técnicas 2010, com o resultado de uma observação super simplificada a um adversário e a estratégia a aplicar no referido jogo, que no meu ponto de vista é possível efectuar por qualquer treinador interessado.


Este é o meu ponto de vista, aguardo comentários e opiniões, que nos permitam trocar informação e conhecimento.
Cumprimentos, Rogério Paulo Serrador.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ataque ou Defesa? @ Pedro Pipa

Uma coisa clara e que todos nós sabemos é que, sempre que uma equipa tem a posse de bola esta encontra-se no seu processo ofensivo e que por outro lado a equipa que não tem a sua posse se encontra no seu processo defensivo. É também lógico concluir que estes dois processos estão interligados entre si e que é impensável treiná-los e analizá-los de forma isolada.

Nas transições, por exemplo, é extremamente fácil analisar quem está a atacar e a defender. É tudo sobre um factor comum: a posse de bola. Quem a possui está na sua transição defesa-ataque (ofensiva) e quem não a possui está na sua transição ataque-defesa (defensiva).

Aproveitando umas leituras online sobre Futsal eis que, numa determinada altura, surge uma interrogação pertinente:

Imaginem a seguinte situação:
- A nossa equipa está a ganhar e adoptamos uma estratégia de posse de bola principalmente no nosso meio campo defensivo, com o intuito de "apenas" esperar que o tempo se esgote. Por outro lado a equipa adversária adopta um estratégia de grande pressão com o objectivo que recuperar a bola para poder criar umas situações de finalização.

A pergunta é: Quem está a atacar? E quem está a defender?


É muito comum situações destas ocorrerem nos nossos jogos e leva-me a concluir que a posse de bola, por si só, pode não determinar a atitude e o objectivo de uma equipa.

Cumprimentos
Pedro Pipa

domingo, 27 de novembro de 2011

3:1 ou 4:0 ? @ Nuno Veiga



Devemos decidir sempre, depois de uma reflexão sobre as características da nossa equipa e dos nossos jogadores. O sistema de jogo em 3:1 permite um melhor equilíbrio defensivo e existe sempre um grande número de soluções ofensivas, se tivermos um jogador com as características de pivô, que seja uma referência, este pode ser um bom sistema para equipas que defendam mais recuadas. O Sistema em 4:0 tem uma maior versatilidade táctica. É a melhor solução para equipas que sejam pressionadas. Neste sistema importa ter jogadores com capacidade técnica acima da média, que sejam rápidos e que consigam jogar com e sem bola. Facilmente conseguimos ganhar as costas aos adversários.
Na minha opinião o 4:0 é sem duvida o sistema que mais me agrada, temos mais soluções, o futsal praticado torna-se mais rápido, elaborado e organizado. Qual a tua opinião?

Cumprimentos
Nuno Veiga

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Aquecimento de um jogo @ Pedro Pipa

Este meu artigo, tal como o título indica, fala do Aquecimento que é feito antes dos jogos.
Tal como qualquer método de treino, varia de Treinador em Treinador e o Aquecimento não é excepção.

Na época transacta, trabalhei com Nuno Dias no IDJV e o Aquecimento antes dos jogos era uma das minhas responsabilidades. O que quero partilhar aqui, além do Plano de Aquecimento que fazíamos, são alguns pontos a que o nosso Aquecimento obedecia:

- Duração: 30' a 35'
- A intensidade dos exercícios era gradual mas nunca chegando ao expoente máximo dessa intensidade pois isso poderia limitar a capacidade de resposta dos atletas principalmente no início do jogo
- Os exercícios realizados estavam inseridos de acordo com o nosso Modelo de Jogo.
- Alguns exercícios eram ligeiramente alterados consoante o nosso adversário e o Modelo de Jogo que este apresentava. Assim, além dos treinos semanais, o Aquecimento servia como uma espécie de revisão de conhecimentos para os nossos jogadores sobre o adversário.

Plano de Aquecimento IDJV 2010/2011:

De salientar ainda que este Plano de Aquecimento foi elaborado no início da pré-época tendo sido testado ao longo dos jogos de treino e assim aperfeiçoado. Exceptuando alguns pontos já referidos anteriormente este plano manteve-se em todos os jogos até ao final da época criando assim as rotinas necessárias que os jogadores necessitam antes de entrarem em campo para o Jogo.

Cumprimentos
Pedro Pipa

A aplicação dos "Hábitos" saudáveis, como potenciação do rendimento do atleta @ Rogério Serrador

É com todo o prazer, que pela primeira vez, dou o meu contributo a este projecto. Espero que este "espaço" seja aproveitado como meio de partilha de conhecimento, para que como agentes desta modalidade apaixonante, possamos permanentemente partilhar as nossas ideias e concepções. Só inseridos neste espírito de partilha, poderemos permitir a continuação do desenvolvimento e total exponencial do FUTSAL. Se optarmos por nos fecharmos egocentricamente nas nossa ideias e métodos, por certo que todos ficaremos a perder, e a regressão será uma realidade.
Neste primeiro artigo, vou abordar um especto que não se relaciona com a organização da equipa dentro do campo, mas que influencia de uma forma significativa o rendimento dos atletas e consequentemente de toda uma equipa.
No contexto actual, em que se pretende juntar todos os factores que possibilitem a "exploração" da total capacidade do atleta, existem condicionantes que vão muito para além das que são trabalhadas em treino e jogo.
Os "Hábitos" do dia a dia de um atleta (mesmo não profissional), são sem duvida um factor altamente determinante no seu rendimento, podendo vir a ter uma influência altamente positiva ou negativa na sua capacidade de assimilação quer ao nível das capacidade motoras, quer no plano técnico-táctico.
Deixo-vos aqui um simples e pequeno manual, que pode elucidar de uma forma simples o que acima referi.

Saúde e Bem Estar

Numa próxima abordagem neste espaço, discutirei a importância da adaptação das movimentações de bola parada ao padrão de jogo ofensivo.
Saudações desportivas, Rogério Paulo Serrador.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Blog de Treinadores para Treinadores

Nós, TREINADORES,  somos uma família. Nada melhor que a nossa família para podermos partilhar experiências, opiniões ou até frustrações. A partilha, no meu ponto de vista, é a maneira mais facil para atingir aos objectivos pessoais que são comuns a todos nós: EVOLUIR e SER MELHOR.


Este blog foi criado a pensar nisso.